Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de abril de 2013

101 in 1001

A 17/07/2010 comprometi-me a cumprir 101 desejos/vontades até dia 15/04/2013.
O que não foi cumprido:
 
01. Fazer um tour pelos Estados Unidos
02. Conhecer Itália (especialmente o Norte e Centro)
03. Voltar a ser feliz em Londres
06. Ir para fora cá dentro em Portugal
09. Ir a uns sitio distante e estranho (tipo expresso do Oriente);
16. Fazer o album do Primeiro Ano da filhota em Scrapbook
21. Celebrar os dias 29 dos proximos 1001 dias de maneira especial
23. Oferecer uma jantar aos pais e irmão no meu nosso novo Porto de Abrigo
25. Deixar o meu marido emocionado (esta vai ser dificil!!)
27. Brincar à Chuva com o Maridão e a filhota
33. Emagrecer até aos 50Kg (estava com 52kg e descobri que estava grávida)
34. Relaxar um Fim-de-Semana num SPA
38. Deixar crescer as unhas (ou deixar de roe-las)
44. Fazer uma mudança de visual
45. Fazer a Biblioteca e Cantinho das Artes da filhota
48. Oferecer "aquele" relógio ao Maridão
52. Comprar uma peça de decoração/Mobiliário para restaurar
62. Investir mais tempo no Scrapbooking
74. Fazer um passeio de barco
75. Ir à Feira da Ladra ou da Vandoma
77. Levar a filhota comigo (FCP ao Vivo e a Cores)!
78. Enviar um Postal de Boas-Festas com uma Fotos de nós os 3
79. Ir ao Senhor de Matosinhos
80. Experimentar Kite-Surf (este tb vai ser dificil....)
82. Fazer um curso de Sushi
83. Voltar a fazer Sky ou Snow-Board
86. Jantar no Cafeina
88. Assistir a um concerto
90. Fazer umas férias com aqueles amigos especiais
91. Ir ver uma peça de teatro
95. Tentar abater o valor do empréstimo Bancário
101. Arranjar um trabalho que me dê maior liberdade e disponibilidade

Em 101 falhei 32. Pelo meio tive aind auma gravidez de risco. Parece que não me sai nada mal.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os pratos da balança

Como em todas as decisões na vida temos sempre de pesar os prós e os contras das nossas atitudes, das nossas decisões e assumir a decisão que poderá mudar a nossa vida para sempre. Eu assumi a minha aos 25 anos. Quando ainda me sentia muito menina dos meus pais e quando ainda precisava de mimo. A decisão já martelava à muito na minha cabeça. Talvez desde sempre até pois sempre me imaginei em aviões e a ter o aeroporto como uma segunda ou terceira casa. Apenas pensei que o meu porto seguro seria para sempre em Portugal e a vida nisso trocou-me as voltas. Não sai antes porquê?

Não foi por falta de oportunidade. Foi porque a minha pessoa, a minha avó/mãe na altura era vida e eu não me sentia capaz de cortar o laço que nos unia. Não conseguia e não queria. Por ela abandonei um Erasmus a 1 semana da partida. Por ela passei as aulas para regime nocturno, abandonei temporariamente um emprego em part-time para a acompanhar no último ano de vida dela. Na altura a balança pesou para ficar e eu fiquei.

Em Junho e com 25 anos, exactamente 1 anos após a sua morte tive a primeira entrevista para iniciar a minha viagem. Por sorte ou por "obra dela" fiquei logo colocada e em Outubro soltei as amarras do meu cais e deixei-me vir. Deixei pais, namorado, irmãos, família. Deixei os abraços diários e os beijos repenicados da família a troco de experiência profissional, mais salário mas acima de tudo mais oportunidade de evolução e reconhecimento do meu trabalho. Deixei um emprego estável (ia passar aos quadros) por uma maluqueira como me disseram na altura. Fiz o meu destino e peguei a MINHA vida e coloquei-a nas mãos que quem melhor sabe olhar por ela. EU!

Não esperei ajuda do estado, nem de ninguém. Não esperei por pena ou simpatia. Apenas pedi que aceitassem as minhas escolhas. E que me apoiassem caso fossem meus amigos e família de verdade. O pior dia da minha vida foi o dia em que embarquei naquele avião. Tremia e chorava. Sem saber o que me esperava à chegada. Mas tentei (se bem que sem sucesso) engolir as lágrimas e vim viver a minha vida. Na altura tinha a esperança que ao voltar teria à minha espera as pessoas que realmente iria valer a pena abraçar. Quem não estivesse lá tinha por fim mostrado que deveria ser riscado da minha vida. O meu maior medo era perder o G, mas sabia que esta distancia também iria servir para reforçar o que existia entre os dois, ou para quebrar de vez a relação caso a este fio fosse fraco.

Ao fim de 2 meses ele estava cá à minha espera. Aliás estava já de passaporte na mão e malas feitas pronto a embarcar nesta minha, agora tão nossa aventura. Saímos na altura em que já se falava em crise. Não estará Portugal em crise desde sempre?

Assistimos a negócios do arco-da-velha, a contractos ruinosos feitos pelo “nosso” governo, assistimos à queda de um governo e ao nascimento de outro. Assistimos a manifestações. E o que fazemos? Rimos. Porque para nós Portugal tem o Governo que merece. Portugal tem o Governo que os Portugueses escolheram. Toda a gente se queixa da chico-espertice dos governantes e políticos. Mas será que fazem o certo?

Acredito que exista pessoas boas em Portugal. Pessoas que se interessam e que pagam os impostos e tudo o que devem pagar a bem da evolução do País. E os outros? Os que vivem à mama dos subsídios, os que têm esquemas onde descontam salário mínimo mas vivem em cascais, ou na quinta-do-conde e têm uma colecção de mercedes à porta? E aqueles que dizem não que trabalhar e andam a fazer perninha nas obras, nos biscates ou nas limpezas? Pois ninguém fala deles. Mas não serão estes a maioria? Aqueles que atiram pedras ao Governo mas que depois também têm telhados de vidro.

O que o Governo faz apenas é um aumento para grande escala do que os Portugueses fazem. Olhar apenas para os seus umbigos e tentar tirar o máximo de vantagem em proveito próprio de toda e qualquer situação. Quando o povo resolver ir ao centro de emprego ou segurança social e informar: “Tirem-me das listas de desemprego, tirem-me o RSI, afinal eu trabalho, eu produzo, eu quero participar activamente na economia e desenvolvimento deste país”, nesse dia poderemos exigir mundos e fundos do nosso governo e poderemos enfim começar a atirar pedras. Aí sim os senhores governantes abrirão os olhos e verão que já não estão a gerir um povo, inculto, ignorante e que só olha para o umbigo.

Neste ultimo ano tenho sido atacada, contestada por amigos, família e conhecidos. Todos me acusam à boca cheia que só falo assim porque estou bem na vida. Tenho contrato, tenho boa vida ponho comida na mesa para sustentar a minha casa. Sim tenho isso tudo.

Mas o que eles se esquecem é que não tenho um beijo da minha mãe todos os dias. A Matilde está a crescer sem avós. Vejo o meu avô ter um AVC, perder uma perna por causa dos diabetes. Perder a outra perna e entrar em depressão. Viver com o coração nas mãos sem saber se irá sobreviver até ao dia da próxima viagem. Deixe a minha irfilha com 15 anos, numa altura que ela mais precisava de mim. Sim também eu pago um preço. Não um preço monetário mas um preço sentimental. Qual valerá mais. Será menos válido só porque não esse preço não é contabilizado com vil metal?

Oportunidades, todos têm. Resta a cada um de nós pesá-las na balança e ver qual a atitude que deve tomar. Pegas na vida nas próprias mãos e deixar-se de queixar do que a vida não lhes dá. E não me venham foder a cabeça com o “tu não percebes”. Percebo até bem demais.

Percebi-o há 6 anos e sei que na MINHA altura tive coragem e arrisquei. E a vida apenas me deu o que dela eu exigi.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Será que é a isto que chamam amadurecimento?

Deixei de ter pachorra para a simpatia de borla. No outro dia confidenciei pela primeira vez uma situação que me perseguia há muito e senti-me mais leve.
Deveria ter por volta de 17 anos e na faculdade, numa qualquer cadeira de psicologia ou uma merda do género (sim antes de ser engenheira tive um ano com a mania que era artista e fui estudar cinema) tiramos um papelinho de uma tombola e tínhamos de descrever a pessoa em 3 palavras. Aos poucos lá fomos correndo colegas sempre com palavras carinhosas e delicodoces. Quando chegou ao meu papel (que por acaso tinha ido parar à mãos de uma das gajas que mais curtia na sala levei um baque.
Fria, orgulhosa e arrogante!
Fiquei a olhar para a sala à ver quem teria tamanhos defeitos e nenhuma virtude (no meu ponto de vista claro).
Em menos de 5 segundos várias vozes se levantaram. Z! E eu só pensava: Estes gajos estão doidos! Mas afinal não. Era mesmo a minha descrição. Senti-me aos poucos a encolher, a ficar pequenina, sentir o chão fugir debaixo dos pés não é coisa agradável de sentir num anfiteatro cheio de pessoal. E nos filmes de cinema deles eu seria para sempre a vilã.
O que eles não sabiam é que eu era a tímida, a envergonhada. Que estava em cinema, com 17 anos, que era virgem, que não fumava ganza, que não andava a percorrer as caves obscuras do Porto. Daí ser diferente e não saber como me encaixar naquele "mundo" tão novo para mim. Ter a ânsia de me sentir enquadrada no mundo deles sem perder os valores porque sempre regi a minha vida (menina de coro criada em colégio de freiras).
Desde esse dia a minha vida mudou. Mesmo quando queria chorar sorria. Sorria para toda a gente. Perdi a capacidade de confiar na minha primeira impressão que sempre tinha sido tão certeira. Perdi a capacidade de ser genuína e só amar quem o meu coração ditava. Durante todos estes anos vivi no dilema de ser simpática para as pessoas, mesmo quando não as gramava. Porque queria passar uma imagem diferente, porque queria que não me vissem como a vilã. Queria que as pessoas se lembrassem de mim pela positiva. Como aquela que ajuda, que está sempre disponível, que nunca diz não. Mesmo que isso me estivesse a matar aos poucos. Passei a viver não a minha vida mas através do reconhecimento dos outros.
Havia alturas em que sufocava. Porque pensava que algumas pessoas que me olhavam bem nos olhos conseguiriam ver algum do fingimento. Que me iriam topar à distância. Então mentalmente vinham as ordens: Sorri, fala muito, concorda com tudo o que dizem. E assim fui vivendo com medo de magoar e ser magoada novamente.
Esse baque perseguiu-me até à umas semanas atrás. Quando finalmente o verbalizei. Quando decidi que era tempo de expulsar os demónios que habitavam aqui à muito.
E o que senti? Alivio. Porque as pessoas têm de gostar de mim pelo que sou e não pelo que querem que eu seja. Porque eu sou simpática, sou solícita, sou amiga para quem realmente merece fazer parte da minha vida. A vida tem mostrado que os amigos que nos conhecem realmente ficam para a vida. Quem estejamos a 1km ou a 8000 km de viagem. Os amigos metem-se num avião assim que podem quando sabem que outro amigo a 8000km de distância tem a vida a ruir. E vai sem cobrar nada, apenas para o ajuda a erguer novamente as paredes e a limpar os estilhaços que a guerra deixou. Os amigos preparam o coração e a casa dias antes da chegada para que quem chegue se sinta em casa. Tudo isto sem cobranças, sem exigir nada em troca. Apenas pela companhia e pelas risadas.
Os outros, aqueles que tentei agradar ao longo dos anos já cá não estão, já não fazem parte da minha vida. Desse ano num Mundo que não era o meu não ficou ninguém. Foi um ano vazio (valeu apenas para conhecer o G que também não fazia parte desse mundo). Um ano com lembranças boas e lembranças más, mas que não me trouxe ninguém para o presente e muito menos para o futuro.
Finalmente sinto que cortei as amarras com este passado que me perseguia. O amor que tenho está agora muito melhor direccionado. Para quem merece, para quem me merece.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Os pratos da balança

Há muito que as ideias estavam a amadurecer na minha cabeça. A ideia de após a licença de maternidade solicitar à empresa trabalho em part-time (com a devida redução salarial claro) para poder gozar esta ultima maternidade (assim o espero). Aproveitar desta vez o tempo para ver a interacção entre os 2 irmãos. Aproveitar ao máximo esta ideia de mãe de dois.

Tinha pensado muito nisso. Queria muito, mas pensava na vida em Angola. No team-work entre mim e o G idealizado há 6 anos. Na equipa que formamos e que não queria quebrar. Pensava nos nossos objectivos e isso passava por trabalhar.

Hoje ao pequeno-almoço tive o meu momento de felicidade desta gravidez. Quando ele sugeriu para bem da família e da nossa felicidade como pais abdicarmos de parte do salário (neste caso o meu) durante 1 ano para eu poder usufruir do papel de mãe a quase tempo inteiro que nunca tive. Para poder aproveitar as gracinhas deste ultimo bebé que habitará na nossa casa. Para termos jantares a tempo e horas, tempo para retiros espirituais e/ou aventureiros. Para dar uma de mãe preparadora de picnics à sexta-feira à tarde e podermos zarpar sem destino assim que o relógio der as 17:00.

E mais uma vez, sem falarmos e sem debatermos este assunto, os nossos corações encontraram novamente o mesmo caminho, as mesmas decisões. As decisões que tomamos juntos há 13 anos e que nos tornaram o que somos hoje. Uma equipa. E que grande equipa que nos tornámos.

.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Gestão do Tempo

Pois que eu achava que precisava de gerir melhor o meu tempo.
Pois que eu pesquisei na internet cursos que me ajudassem a gerir o meu tempo da melhor maneira.
Pois ainda que eu encontrei o curso e decidi inscrever-me.
Pois que o curso termina daqui a 2 dias e eu ainda tenho 2 (DOIS) módulos completos para terminar.
Pois que eu estou tramada.
Pois que eu acho que na teoria até posso aprender a gerir o meu tempo.
 
Mas daí a passa-lo à práctica parece que vão ser outros "quinhentos".

Quem é que eu quero enganar?

Tentei não falar aqui da minha filha. O que aconteceu? Posts mensais e às vezes nem isso. Se é para falar da minha vida tenho obrigatoriamente de falar da coisa mais importante que ocupa os meus dias! Não vai ser um baby-blog porque ela já não é bebé. Será o Blog da minha vida. E isso tem de incluir TUDO que faz parte dela. quem gostar é bem vindo. Quem não gostar pode ir cagar à mata e já agora limpar o cú às urtigas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Isto das doenças

tem muito que se lhe diga.

Há 3 semanas (ou mais bocadito vá lá) comecei a ler o "Amor em tempos de Cólera" e que se passou de seguida?

Há 3 semanas que toda eu sou doenças e maleitas. Algumas delas, acredito mesmo que me vão atirar ao chão e derrubar. O G diz que a minha doença é ler demais. Eu digo que a minha doença é identificar numa Angola do séc. XXI, alguma hábitos de higiene das Caraíbas no séc. XIX.

Pelo sim pelo não nunca irei ler o "Diário do Jack o Estripador" ou ainda corro o risco do dom marido e filhos abalarem lá de casa com receio do meu comportamento.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Sonhos

Todos temos planos, eu pelo menos tenho muitos e a maioria deles concretos. Só não sei quando se irão realizar. Até à data a vida tem-se encarregado de os tornar realidade no tempo certo. Sem pressas, sem correrias e sem por a carroça à frente dos bois. Acontecem quando têm de acontecer e nos momentos mais certos da minha nossas vidas.
É por isso que quando a mesma ideia, o mesmo plano teima em aparecer à frente e quando o mesmo acontece já por 2 vezes no espaço de 2 semanas não posso deixar de pensar: Estará na altura de partir para esta ideia? Estará na altura de retomar ideias antigas e deixar a fase do presente pertencer de vez ao passado?

Espero até Março ou lanço-me de cabeça, de corpo, de alma, de barriga de 6 meses nesta nova aventura que ainda agora se começou a formar?

Às vezes

Às vezes, como hoje por exemplo, penso no que poderia ter acontecido se tivesse feito tudo de maneira diferente. Se os nossos caminhos teriam continuado a cruzar-se ou se pelo contrário estaríamos exactamente como hoje.
Às vezes, como hoje por exemplo, arrependo-me. Não das decisões que tomei, mas antes de não as ter tomado de todo. Por consideração a amigos fiquei sem saber o que poderia ter acontecido.
Às vezes, como hoje por exemplo, essas incertezas corroem-me por dentro e magoam-me. E nem o amar o que hoje tenho me faz esquecer esta incerteza do "E se?".

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Em branco


Venho para aqui e deixo a página de nova mensagem em branco durante longos minutos sem saber o que escrever. Sim existe tanto para escrever e pouca ou nenhuma vontade. Habituei-me a ter um blog visitado pela família e isso impedia-me de dar asas à minha vontade. Hoje com um blog perfeitamente desconhecido os medos antigos toldam-me a lucidez dos pensamentos.

Parei em Maio. Junho foi o mês dos aniversários. Mais dos das perdas do que dos ganhos. Neste mês durante diversos anos perdi batalhas, perdi guerras, perdi amigos, perdi família. Há 3 anos e contrariando as espectativas este mês trouxe-me a M. Um dos principais motivos pelo qual a vida passou de novo a fazer sentido. Este ano, novamente em Junho estive próximo de perder algo que trazia comigo e que já me aquecia o coração.

Julho foi o mês das férias. De muito mimo, muito sushi, muitos passeios, muito descanso. Se deu para carregar baterias? Nem por isso. Se me deixou com um gosto de pouco? Muito!

Entro em Agosto cansada, desanimada, com vontade de me ir embora de Angola, com vontade de passar o dia a cheirar a minha cria, com vontade de namorar e conhecer o mundo. Mas a vida nem sempre é como queremos e temos de a encarar assim.

Angola neste momento dá-nos aquilo que outro País não pode dar. E também nos da uma felicidade especial. Sei perfeitamente que sou muito mais feliz aqui do que seria a trabalhar em Portugal. Tenho aqui a qualidade de vida que me fugia em Portugal, mas...

Mas Portugal agora só nos lembra férias e as coisas boas da vida. Angola lembra-nos as obrigações, o trabalho e a responsabilidade. Nesta fase em que volto a ser criança preciso de férias grandes, com salitre por todo o corpo, com noites longas e estreladas, com o sol a queimar-me a pele e o cloro a arder nos olhos.

.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quem me conhece bem sabe

Que eu movo este mundo e o outro por um amigo. Sou envergonhada. Sempre fui. As pessoas infelizmente nos dias de hoje não perdem tempo a conhecer-nos. Desde miuda nunca tive grandes amigas. Nunca fui popular. Do tempo do colégio conservo apenas uma grande amiga. As outras infelizmente perdemos o rasto ou ficamos pelas conversas de circunstância. Quando vejo conhecidos com um rol de amigos do tempo de infância fico com um pouco de inveja. Gostava de ter continuado a alimentar as amizades. Mas nunca tive oportunidade de as alimentar.

As pessoas julgam-nos sem sequer nos conhecerem. Eu era a patinha feia, a miúda cabisbaixa, a envergonhada e sem sucesso com os rapazes. Para quê perderem tempo comigo? Para quê desperdiçarem o tempo a ser minha amiga? Mas eu valia a pena, só que o meu aspecto de introspecção afastou-as de mim.

Gostava que o tempo voltasse atrás e tentaria ser mais dada, mais extrovertida.

Na faculdade tudo mudou. Passei para um mundo de homens e ai ganhei amigos para a vida. Ganhei um monte de irmãos. Onde eu era a mana casula. Vivi anos incríveis. Dava-me bem com eles e com os respectivos progenitores. Depois chegaram as namoradas, os ciúmes e uns quantos zarparam para outras paragens. Apenas um ficou. E ficará para sempre. Para os meus pais ele é um filho, para os pais dele eu sou uma filha. Somo amigos, somos irmãos e sim é possível manter amizade com um homem sem existir qualquer tensão sexual pelo meio. Ele é um dos que ficou e que estará sempre aqui como eu também moverei mundos e fundos para o ver feliz.

Tenho mais amigos e muitos conhecidos mas estes dois ficaram gravados no coração porque perderam tempo comigo. Porque viram que havia aqui uma carapaça que valia a pena quebrar. E eu fico feliz por eles continuarem por cá ao fim de tantos anos.

Com a ajuda do Facebook encontrei outros amigos/colegas que se perderam pelo caminho. Alguns deles, sei que vale a pena investir na amizade. Vou-me aproximando aos poucos a ver se ainda não será tarde para retomar as amizades antigas. Vou-me aproximando para ver se desta vez a vergonha não bate à porta e se tenho coragem para recuperar o tempo perdido.



sábado, 28 de janeiro de 2012

Gostos

Gosto de escrever. Gosto do Mar. Gosto de aviões e de viajar. Gosto de moda. De roupa, de sapatos, carteiras, pulseiras, colares, anéis, chapéus, tudo. Gosto de chuva, mas também de sol. Gosto de cozinhar e de comer. Não gosto assim tanto de sobremesas. Gosto de salgados e não gosto de doces. Gosto de chá, de água e sumos. Estou a aprender a gostar de café. Gosto de verniz apesar de roer as unhas e não as pintar. Gosto de perfumes. Gosto de muita gente a quem nunca o disse. Gosto da vida mesmo nos dias difíceis. Gosto de muita coisa. Descobri até que gosto de costurar para a M e suas filhotas.

É provável que este blog possa ser definido em mais do que uma categoria, ou então numa só. O Meu Blog em que falo do que gosto. E nos dias não, falarei do que não gosto, como hoje por exemplo.

Não gosto de desfazer e arrumar as malas.