Começo a chegar à conclusão que o meu Baby M não gosta mesmo de trabalhar! Se fico em casa no bem bom ou no laró o puto dá-me unas dias de sossego e calmaria. Agora sempre que alapo o rabo na cadeira do escritório parece que tenho flechas a serem cravadas na barriga.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Isto das doenças
tem
muito que se lhe diga.
Há 3
semanas (ou mais bocadito vá lá) comecei a ler o "Amor em tempos de
Cólera" e que se passou de seguida?
Há 3
semanas que toda eu sou doenças e maleitas. Algumas delas, acredito mesmo que
me vão atirar ao chão e derrubar. O G diz que a minha doença é ler demais. Eu
digo que a minha doença é identificar numa Angola do séc. XXI, alguma hábitos
de higiene das Caraíbas no séc. XIX.
Pelo
sim pelo não nunca irei ler o "Diário do Jack o Estripador" ou ainda
corro o risco do dom marido e filhos abalarem lá de casa com receio do meu
comportamento.
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Eu
Isto do petróleo
Tem
muito que se lhe diga!
Portugal
está doido com a possibilidade de ter petróleo e gás natural. Porquê? Irá gerar
empregos e melhores condições de vida para os Portugueses? Sinceramente não sei
em que é que a minha vida poderá melhorar com esta situação. Irá o preço dos
combustíveis baixar?
Na
minha opinião e caso se confirme apenas vai dar azo a mais desgoverno, a mais
cunhas, a mais uma ou duas fundações criadas, a mais contratações em cima do
joelho, a mais aquisições mirabolantes. Os políticos vão poder respirar de alívio.
Mar irá Portugal chegar ao nível de uma Finlândia ou Noruega? Não me parece!
Iremos mais depressa ficar ao nível de uma Republica das Bananas das
Caraíbas...
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Desabafos
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Coisas de que não vou ter saudades quando partir #001
Este
post está aqui nos rascunhos há muito tempo. Talvez até tempo demais. Não sabia
se o deveria publicar ou não porque não queria ferir susceptibilidades ou falar
mal da terra que me acolhe tão bem vai para 6 anos.
Depois
de ponderar resolvi publicá-lo porque amo esta terra mas também ainda fico
chocada com alguns comportamentos.
Às
vezes ao passarmos de carro ou a pé vemos pessoas estendidas na rua. Caídas à
sua sorte. Não sabemos em que estado estão. Se pararam a descansar de forma
estranha, se estão a curar uma bebedeira ou se pior ainda estão mortas. Estão
ali deitadas na beira da estrada, ou no meio do passeio sem que ninguém as
olhe, sem que ninguém pare para perguntar se está bem ou precisa de ajuda. Às
vezes voltamos a passar mais tarde e já lá não estão. Ficamos para sempre a
pensar se terá acordado e seguido caminho, ou se o carro passou para as apanhar
(para as levar para a morgue ou para a família). Outras vezes passamos e a
pessoa continua na mesma posição estática como se ali naquele momento o tempo
tivesse parado. E nós continuamos a não parar, a desviar o olhar e a seguir a
nossa vida.
O peso
que levo na consciência é grande, mas há 6 anos que sou educada para não parar,
para não perguntar a não ser que conheça a pessoa e a área. Porque não se sabe
se aquele corpo inerte é verdadeiro ou emboscada. Por isso continuo a seguir a
minha (nossa) vida indiferente aos corpos que vou (vamos) encontrando pelo
caminho. Às vezes o coração aguenta e tolda-me a visão. Outras vezes vemos com
os olhos e o coração. E essas vezes marcam a nossa vida para sempre.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Sonhos
Todos temos planos, eu pelo menos tenho muitos e a maioria deles concretos. Só não sei quando se irão realizar. Até à data a vida tem-se encarregado de os tornar realidade no tempo certo. Sem pressas, sem correrias e sem por a carroça à frente dos bois. Acontecem quando têm de acontecer e nos momentos mais certos da minha nossas vidas.
É por isso que quando a mesma ideia, o mesmo plano teima em aparecer à frente e quando o mesmo acontece já por 2 vezes no espaço de 2 semanas não posso deixar de pensar: Estará na altura de partir para esta ideia? Estará na altura de retomar ideias antigas e deixar a fase do presente pertencer de vez ao passado?
Espero até Março ou lanço-me de cabeça, de corpo, de alma, de barriga de 6 meses nesta nova aventura que ainda agora se começou a formar?
É por isso que quando a mesma ideia, o mesmo plano teima em aparecer à frente e quando o mesmo acontece já por 2 vezes no espaço de 2 semanas não posso deixar de pensar: Estará na altura de partir para esta ideia? Estará na altura de retomar ideias antigas e deixar a fase do presente pertencer de vez ao passado?
Espero até Março ou lanço-me de cabeça, de corpo, de alma, de barriga de 6 meses nesta nova aventura que ainda agora se começou a formar?
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Eu
Às vezes
Às
vezes, como hoje por exemplo, penso no que poderia ter acontecido se tivesse
feito tudo de maneira diferente. Se os nossos caminhos teriam continuado a
cruzar-se ou se pelo contrário estaríamos exactamente como hoje.
Às
vezes, como hoje por exemplo, arrependo-me. Não das decisões que tomei, mas
antes de não as ter tomado de todo. Por consideração a amigos fiquei sem saber
o que poderia ter acontecido.
Às
vezes, como hoje por exemplo, essas incertezas corroem-me por dentro e
magoam-me. E nem o amar o que hoje tenho me faz esquecer esta incerteza do
"E se?".
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Eu
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Em branco
Venho
para aqui e deixo a página de nova mensagem em branco durante longos minutos
sem saber o que escrever. Sim existe tanto para escrever e pouca ou nenhuma
vontade. Habituei-me a ter um blog visitado pela família e isso impedia-me de
dar asas à minha vontade. Hoje com um blog perfeitamente desconhecido os medos
antigos toldam-me a lucidez dos pensamentos.
Parei
em Maio. Junho foi o mês dos aniversários. Mais dos das perdas do que dos
ganhos. Neste mês durante diversos anos perdi batalhas, perdi guerras, perdi
amigos, perdi família. Há 3 anos e contrariando as espectativas este mês
trouxe-me a M. Um dos principais motivos pelo qual a vida passou de novo a
fazer sentido. Este ano, novamente em Junho estive próximo de perder algo que
trazia comigo e que já me aquecia o coração.
Julho
foi o mês das férias. De muito mimo, muito sushi, muitos passeios, muito descanso.
Se deu para carregar baterias? Nem por isso. Se me deixou com um gosto de
pouco? Muito!
Entro
em Agosto cansada, desanimada, com vontade de me ir embora de Angola, com
vontade de passar o dia a cheirar a minha cria, com vontade de namorar e
conhecer o mundo. Mas a vida nem sempre é como queremos e temos de a encarar
assim.
Angola
neste momento dá-nos aquilo que outro País não pode dar. E também nos da uma
felicidade especial. Sei perfeitamente que sou muito mais feliz aqui do que
seria a trabalhar em Portugal. Tenho aqui a qualidade de vida que me fugia em
Portugal, mas...
Mas Portugal
agora só nos lembra férias e as coisas boas da vida. Angola lembra-nos as
obrigações, o trabalho e a responsabilidade. Nesta fase em que volto a ser
criança preciso de férias grandes, com salitre por todo o corpo, com noites
longas e estreladas, com o sol a queimar-me a pele e o cloro a arder nos olhos.
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