sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Star(t)
Um dia a minha filha perguntou-me como guardar as pessoas sempre perto de nós.
Eu disse-lhe que era impossivel.
Ela disse-me que não.
Que com pó de fada tudo era possivel.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
101 in 1001
A 17/07/2010 comprometi-me a cumprir 101 desejos/vontades até dia 15/04/2013.
O que não foi cumprido:
01. Fazer um tour pelos Estados Unidos
02. Conhecer Itália (especialmente o Norte e Centro)
03. Voltar a ser feliz em Londres
06. Ir para fora cá dentro em Portugal
09. Ir a uns sitio distante e estranho (tipo expresso do Oriente);
16. Fazer o album do Primeiro Ano da filhota em Scrapbook
21. Celebrar os dias 29 dos proximos 1001 dias de maneira especial
23. Oferecer uma jantar aos pais e irmão no meu nosso novo Porto de Abrigo
25. Deixar o meu marido emocionado (esta vai ser dificil!!)
27. Brincar à Chuva com o Maridão e a filhota
33. Emagrecer até aos 50Kg (estava com 52kg e descobri que estava grávida)
34. Relaxar um Fim-de-Semana num SPA
38. Deixar crescer as unhas (ou deixar de roe-las)
34. Relaxar um Fim-de-Semana num SPA
38. Deixar crescer as unhas (ou deixar de roe-las)
44. Fazer uma mudança de visual
45. Fazer a Biblioteca e Cantinho das Artes da filhota
48. Oferecer "aquele" relógio ao Maridão
52. Comprar uma peça de decoração/Mobiliário para restaurar
45. Fazer a Biblioteca e Cantinho das Artes da filhota
48. Oferecer "aquele" relógio ao Maridão
52. Comprar uma peça de decoração/Mobiliário para restaurar
62. Investir mais tempo no Scrapbooking
74. Fazer um passeio de barco
75. Ir à Feira da Ladra ou da Vandoma
77. Levar a filhota comigo (FCP ao Vivo e a Cores)!
78. Enviar um Postal de Boas-Festas com uma Fotos de nós os 3
79. Ir ao Senhor de Matosinhos
80. Experimentar Kite-Surf (este tb vai ser dificil....)
82. Fazer um curso de Sushi
83. Voltar a fazer Sky ou Snow-Board
74. Fazer um passeio de barco
75. Ir à Feira da Ladra ou da Vandoma
77. Levar a filhota comigo (FCP ao Vivo e a Cores)!
78. Enviar um Postal de Boas-Festas com uma Fotos de nós os 3
79. Ir ao Senhor de Matosinhos
80. Experimentar Kite-Surf (este tb vai ser dificil....)
82. Fazer um curso de Sushi
83. Voltar a fazer Sky ou Snow-Board
86. Jantar no Cafeina
88. Assistir a um concerto
90. Fazer umas férias com aqueles amigos especiais
91. Ir ver uma peça de teatro
90. Fazer umas férias com aqueles amigos especiais
91. Ir ver uma peça de teatro
95. Tentar abater o valor do empréstimo Bancário
101. Arranjar um trabalho que me dê maior liberdade e disponibilidade
Em 101 falhei 32. Pelo meio tive aind auma gravidez de risco. Parece que não me sai nada mal.
101. Arranjar um trabalho que me dê maior liberdade e disponibilidade
Em 101 falhei 32. Pelo meio tive aind auma gravidez de risco. Parece que não me sai nada mal.
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Eu
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
As voltas que a vida dá
No
fim-de-semana recebemos a visita de amigos. Para mais uma conversa, e para um último
abraço antes do regresso a Portugal.
Por
coincidência acabamos perceber que o nosso passado ainda estava tão presente num
casal que os acompanhou. Um passado que tentamos esquecer, mas que ontem nos
fez tão bem recordar. Recordar aquelas pessoas que passaram na nossa vida e que
felizes ou infelizmente tivemos de deixar para trás.
A
parte triste foi perceber que a vida com que os imaginávamos num dos casos em
particular já não existia. A minha primeira companheira de casa quando cheguei
a Angola morreu à 4 anos sem que eu o soubesse.
Da última
vez que nos vimos estava empolgada a preparar o casamento. Prometi visita a
Benguela para conhecer o novo apartamento, a nova vida. Visita essa que nunca
aconteceu porque a vida me trocou as voltas. A última vez que falamos esta
tinha-se livrado do fantasma "F" que a perseguia a ela e ao namorado.
Tinha cortado amarras também ela com o passado e estava a começar uma nova vida
que se iria iniciar dali a uns meses com o casamento. Nunca cheguei a receber o
convite como prometido. Tive de me afastar dela e dos que me diziam algo por
motivos que agora aqui não interessam (talvez um dia).
Imaginava-a
casada, talvez com um filhote, mas feliz e nunca da maneira que me vi
confrontada ontem. A Ana morreu há 4 anos. 1 Ano após casar. Morreu numa
estrada de 30 km entre Lobito e Benguela porque um carro que se atirou para
cima dela. Não teve hipótese de sobreviver. Ninguém a deixou ter a segunda
chance que ela desejava.
Um fim-de-semana
que tinha tudo para ser feliz deixou-me com um gosto amargo na boca, com
vontade de ir a Benguela dar um abraço ao marido, dizer que estamos aqui por
ele mesmo ao fim de 4 anos. Mas não posso, não podemos, pelo menos para já.
Enquanto não fizermos as pazes com o passado Benguela continua a ser um sítio
"proibido".
As vidas perdem-se e nós só temos de aceitar o facto. Mas que fiquei em choque fiquei e ainda ontem à noite o meu último pensamento foi para ela. Para a minha primeira companheira de Angola, aquela que me ajudou a suportar 2 meses longe do meu amor.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O dia em que o nosso coração quebra pela primeira vez
Ontem após o jantar, enquanto o pai assistia ao FCP-PSG eu e a M ficamos sentadinhas na sala. Eu a ver o telejornal e ela enroscada em mim a ver o Dumbo - filme favorito do momento - no DVD.
às tantas abraça-se a mim com toda a força do mundo e começa a chorar baixinho encostada ao meu peito. Aflita perguntei o que se passava. Alguma dor, alguma birra, sono talvez. Levanta os olhos cravados de lágrimas e só me pergunta:
"Mamã não me deixes. Não me deixes nunca. Não me abandones. quando o mano M nascer posso continuar a ser o teu bebé?"
Naquele instante o fiquei sem chão e só consegui chorar agarrada a ela. Triste e com um nó na garganta por ela se sentir perdida e por eu estar a tentar de tudo para a prender a mim e transmitir-lhe segurança. Orgulhos por ver a minha M tão crescida a ser novamente bebé mas a mostrar sentimentos. Mostrar que o coração e a cabeça dela estão confusos mas que a confiança que tem em mim é tão mas tão inabalável que consegue abrir-me o seu coração pequenino no estado mais puro que existe.
Apesar do barrigão peguei nela, embalei-a e disse que será o meu bebé para sempre. Tentei explicar que o meu coração é grande e cabem lá todas as pessoas importantes. E que ela é a mais importante de todas e sempre o será. Disse que o mano M vai ser importante na minha vida, mas ela será sempre a primeira. Disse isso de coração porque é o que sinto! Não menti e fui sincera com ela.
Expliquei que quando ela for maior e tiver os bebe´s dela vai compreender melhor e que da mesma maneira que gosta do pai e da mãe igual. As mãe e o pai também podem gostar igual dela e do mano M.
Passamos a noite nos mimos, com choro pelo meio, com abraços e promessas de nunca nos separarmos. Adormeceu tranquila.
Eu? Eu tenho o coração partido em mil bocados e ando a tentar colá-lo. A minha bebé está a crescer e o saber que os sentimentos começam a despontar e que não a vou poder proteger nem acalmar aquele coração inseguro para sempre.
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M&M's
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Os pratos da balança
Como
em todas as decisões na vida temos sempre de pesar os prós e os contras das
nossas atitudes, das nossas decisões e assumir a decisão que poderá mudar a
nossa vida para sempre. Eu assumi a minha aos 25 anos. Quando ainda me sentia
muito menina dos meus pais e quando ainda precisava de mimo. A decisão já
martelava à muito na minha cabeça. Talvez desde sempre até pois sempre me
imaginei em aviões e a ter o aeroporto como uma segunda ou terceira casa.
Apenas pensei que o meu porto seguro seria para sempre em Portugal e a vida
nisso trocou-me as voltas. Não sai antes porquê?
Não
foi por falta de oportunidade. Foi porque a minha pessoa, a minha avó/mãe na
altura era vida e eu não me sentia capaz de cortar o laço que nos unia. Não
conseguia e não queria. Por ela abandonei um Erasmus a 1 semana da partida. Por
ela passei as aulas para regime nocturno, abandonei temporariamente um emprego
em part-time para a acompanhar no último ano de vida dela. Na altura a balança
pesou para ficar e eu fiquei.
Em
Junho e com 25 anos, exactamente 1 anos após a sua morte tive a primeira
entrevista para iniciar a minha viagem. Por sorte ou por "obra dela"
fiquei logo colocada e em Outubro soltei as amarras do meu cais e deixei-me
vir. Deixei pais, namorado, irmãos, família. Deixei os abraços diários e os
beijos repenicados da família a troco de experiência profissional, mais salário
mas acima de tudo mais oportunidade de evolução e reconhecimento do meu trabalho.
Deixei um emprego estável (ia passar aos quadros) por uma maluqueira como me
disseram na altura. Fiz o meu destino e peguei a MINHA vida e coloquei-a nas
mãos que quem melhor sabe olhar por ela. EU!
Não
esperei ajuda do estado, nem de ninguém. Não esperei por pena ou simpatia.
Apenas pedi que aceitassem as minhas escolhas. E que me apoiassem caso fossem
meus amigos e família de verdade. O pior dia da minha vida foi o dia em que
embarquei naquele avião. Tremia e chorava. Sem saber o que me esperava à chegada.
Mas tentei (se bem que sem sucesso) engolir as lágrimas e vim viver a minha
vida. Na altura tinha a esperança que ao voltar teria à minha espera as pessoas
que realmente iria valer a pena abraçar. Quem não estivesse lá tinha por fim
mostrado que deveria ser riscado da minha vida. O meu maior medo era perder o
G, mas sabia que esta distancia também iria servir para reforçar o que existia
entre os dois, ou para quebrar de vez a relação caso a este fio fosse fraco.
Ao fim
de 2 meses ele estava cá à minha espera. Aliás estava já de passaporte na mão e
malas feitas pronto a embarcar nesta minha, agora tão nossa aventura. Saímos na
altura em que já se falava em crise. Não estará Portugal em crise desde sempre?
Assistimos
a negócios do arco-da-velha, a contractos ruinosos feitos pelo “nosso” governo,
assistimos à queda de um governo e ao nascimento de outro. Assistimos a
manifestações. E o que fazemos? Rimos. Porque para nós Portugal tem o Governo
que merece. Portugal tem o Governo que os Portugueses escolheram. Toda a gente
se queixa da chico-espertice dos governantes e políticos. Mas será que fazem o
certo?
Acredito
que exista pessoas boas em Portugal. Pessoas que se interessam e que pagam os
impostos e tudo o que devem pagar a bem da evolução do País. E os outros? Os
que vivem à mama dos subsídios, os que têm esquemas onde descontam salário
mínimo mas vivem em cascais, ou na quinta-do-conde e têm uma colecção de
mercedes à porta? E aqueles que dizem não que trabalhar e andam a fazer
perninha nas obras, nos biscates ou nas limpezas? Pois ninguém fala deles. Mas
não serão estes a maioria? Aqueles que atiram pedras ao Governo mas que depois
também têm telhados de vidro.
O que
o Governo faz apenas é um aumento para grande escala do que os Portugueses
fazem. Olhar apenas para os seus umbigos e tentar tirar o máximo de vantagem em
proveito próprio de toda e qualquer situação. Quando o povo resolver ir ao
centro de emprego ou segurança social e informar: “Tirem-me das listas de desemprego,
tirem-me o RSI, afinal eu trabalho, eu produzo, eu quero participar activamente
na economia e desenvolvimento deste país”, nesse dia poderemos exigir mundos e
fundos do nosso governo e poderemos enfim começar a atirar pedras. Aí sim os
senhores governantes abrirão os olhos e verão que já não estão a gerir um povo,
inculto, ignorante e que só olha para o umbigo.
Neste ultimo
ano tenho sido atacada, contestada por amigos, família e conhecidos. Todos me
acusam à boca cheia que só falo assim porque estou bem na vida. Tenho contrato,
tenho boa vida ponho comida na mesa para sustentar a minha casa. Sim tenho isso
tudo.
Mas o
que eles se esquecem é que não tenho um beijo da minha mãe todos os dias. A
Matilde está a crescer sem avós. Vejo o meu avô ter um AVC, perder uma perna
por causa dos diabetes. Perder a outra perna e entrar em depressão. Viver com o
coração nas mãos sem saber se irá sobreviver até ao dia da próxima viagem.
Deixe a minha irfilha com 15 anos, numa altura que ela mais precisava de mim. Sim
também eu pago um preço. Não um preço monetário mas um preço sentimental. Qual
valerá mais. Será menos válido só porque não esse preço não é contabilizado com
vil metal?
Oportunidades,
todos têm. Resta a cada um de nós pesá-las na balança e ver qual a atitude que
deve tomar. Pegas na vida nas próprias mãos e deixar-se de queixar do que a
vida não lhes dá. E não me venham foder a cabeça com o “tu não percebes”.
Percebo até bem demais.
Percebi-o
há 6 anos e sei que na MINHA altura tive coragem e arrisquei. E a vida apenas
me deu o que dela eu exigi.
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Eu
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
ZAP
O G está na sala a ver o Paços de Ferreira - Benfica.
O que tem isto de interessante para constar no blog.
Parece-me que a ZAP só pagou os direitos de imagem, por isso o jogo está a ser visto ao som de nusica ambiente (sim aquela pirosa que costumam por quando a emissão é suspensa). Pachorra mesmo só para um grande amante de futebol (e que por acaso nem é do benfica).
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