segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Gestão do Tempo

Pois que eu achava que precisava de gerir melhor o meu tempo.
Pois que eu pesquisei na internet cursos que me ajudassem a gerir o meu tempo da melhor maneira.
Pois ainda que eu encontrei o curso e decidi inscrever-me.
Pois que o curso termina daqui a 2 dias e eu ainda tenho 2 (DOIS) módulos completos para terminar.
Pois que eu estou tramada.
Pois que eu acho que na teoria até posso aprender a gerir o meu tempo.
 
Mas daí a passa-lo à práctica parece que vão ser outros "quinhentos".

Quem é que eu quero enganar?

Tentei não falar aqui da minha filha. O que aconteceu? Posts mensais e às vezes nem isso. Se é para falar da minha vida tenho obrigatoriamente de falar da coisa mais importante que ocupa os meus dias! Não vai ser um baby-blog porque ela já não é bebé. Será o Blog da minha vida. E isso tem de incluir TUDO que faz parte dela. quem gostar é bem vindo. Quem não gostar pode ir cagar à mata e já agora limpar o cú às urtigas.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Carta Aberta

Tens um ano!
Fazes tudo aquilo que é típico de um bebé. Gritas, fazes birras, choras, sujas a casa, sujas-te a ti e a mim, desarrumas todos os brinquedos, apontas para tudo e só ficas satisfeita quando eu te digo o nome do objecto, assoas-me o nariz 500 mil vezes e fazes o mesmo ao teu narizito pequeno, puxas-me os cabelos, babas-me cara, pedes bolachas, maças, tangerinas, papa, sopa e pão sempre com o eu dedo pequenito mas persistente a apontar para os teus desejos, corres a casa toda de gatas e ficas com os joelhos negros, brincas as escondidinhas, mostras-me a barriga para eu dar beijos barulhentos, foges de mim, voltas pra mim…
E eu o que faço?
Acalmo-te os gritos e as birras, limpo-te as lágrimas e beijo-te os olhos, limpo-te a ti e a mim e ficamos as 2 a cheirar a toalhitas, arrumo paciente todos os brinquedos apesar de saber que o destino deles no dia seguinte está traçado, ensino-te pacientemente o nome de todos os objectos para satisfazer a tua curiosidade, finjo que me assoas e rio-me quando me imitas, tiro-te o cabelo da mão e ralho contigo porque magoas a mamã, limpo a baba que deixas-te nos teus beijos ainda desengonçados, dou-te tudo o que pedes porque és uma excelente boca e gostas de experimentar novos sabores, limpo-te os joelhos com as toalhitas, escondo-me de ti e a seguir corro para te apanhar (adoro ouvir os teus risos de satisfação), dou beijos repenicados nessa barriga linda agarro-me a ti e ficamos assim nanossegundos e transformo-os em eternidade.
Porquê?
Porque um dia, quando fores crescida, já não vais querer beijos, não vais querer abraços, vais ser independente, já não vais querer que seja eu a ensinar-te. Vais-te convencer eu não precisas da mãe para nada.
Mas estarei sempre cá, para os bons e maus momentos. Vai ser uma fase passageira (chamam-lhe adolescência) e depois vais voltar para mim, mas já mais senhora, mais crescida, mais para me apoiares a mim do que eu a ti. Nesse dia em que fores independente (ou julgues ser) não me quero arrepender de todos os minutos que deixei passar em banco e não aproveitei a tua mãezite aguda. Não quero pensar que te ignorei, que me irritei por coisas que afinal são típicas da idade.
Quero que tenhas uma infância feliz e cheia de recordações assim como eu tenho da minha. Cheia de cores, cheiros e sorrisos!!!! Quero que digas “A minha mãe é a melhor mão do Mundo.”

O meu Baby M

Começo a chegar à conclusão que o meu Baby M não gosta mesmo de trabalhar! Se fico em casa no bem bom ou no laró o puto dá-me unas dias de sossego e calmaria. Agora sempre que alapo o rabo na cadeira do escritório parece que tenho flechas a serem cravadas na barriga.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Isto das doenças

tem muito que se lhe diga.

Há 3 semanas (ou mais bocadito vá lá) comecei a ler o "Amor em tempos de Cólera" e que se passou de seguida?

Há 3 semanas que toda eu sou doenças e maleitas. Algumas delas, acredito mesmo que me vão atirar ao chão e derrubar. O G diz que a minha doença é ler demais. Eu digo que a minha doença é identificar numa Angola do séc. XXI, alguma hábitos de higiene das Caraíbas no séc. XIX.

Pelo sim pelo não nunca irei ler o "Diário do Jack o Estripador" ou ainda corro o risco do dom marido e filhos abalarem lá de casa com receio do meu comportamento.

Isto do petróleo


Tem muito que se lhe diga!

Portugal está doido com a possibilidade de ter petróleo e gás natural. Porquê? Irá gerar empregos e melhores condições de vida para os Portugueses? Sinceramente não sei em que é que a minha vida poderá melhorar com esta situação. Irá o preço dos combustíveis baixar?

Na minha opinião e caso se confirme apenas vai dar azo a mais desgoverno, a mais cunhas, a mais uma ou duas fundações criadas, a mais contratações em cima do joelho, a mais aquisições mirabolantes. Os políticos vão poder respirar de alívio. Mar irá Portugal chegar ao nível de uma Finlândia ou Noruega? Não me parece! Iremos mais depressa ficar ao nível de uma Republica das Bananas das Caraíbas...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Coisas de que não vou ter saudades quando partir #001

Este post está aqui nos rascunhos há muito tempo. Talvez até tempo demais. Não sabia se o deveria publicar ou não porque não queria ferir susceptibilidades ou falar mal da terra que me acolhe tão bem vai para 6 anos.

Depois de ponderar resolvi publicá-lo porque amo esta terra mas também ainda fico chocada com alguns comportamentos.

Às vezes ao passarmos de carro ou a pé vemos pessoas estendidas na rua. Caídas à sua sorte. Não sabemos em que estado estão. Se pararam a descansar de forma estranha, se estão a curar uma bebedeira ou se pior ainda estão mortas. Estão ali deitadas na beira da estrada, ou no meio do passeio sem que ninguém as olhe, sem que ninguém pare para perguntar se está bem ou precisa de ajuda. Às vezes voltamos a passar mais tarde e já lá não estão. Ficamos para sempre a pensar se terá acordado e seguido caminho, ou se o carro passou para as apanhar (para as levar para a morgue ou para a família). Outras vezes passamos e a pessoa continua na mesma posição estática como se ali naquele momento o tempo tivesse parado. E nós continuamos a não parar, a desviar o olhar e a seguir a nossa vida.

O peso que levo na consciência é grande, mas há 6 anos que sou educada para não parar, para não perguntar a não ser que conheça a pessoa e a área. Porque não se sabe se aquele corpo inerte é verdadeiro ou emboscada. Por isso continuo a seguir a minha (nossa) vida indiferente aos corpos que vou (vamos) encontrando pelo caminho. Às vezes o coração aguenta e tolda-me a visão. Outras vezes vemos com os olhos e o coração. E essas vezes marcam a nossa vida para sempre.